Trabalho há mais de uma década no mesmo sistema: mais de vinte módulos, 30 milhões de requisições por mês, tempo médio de resposta em torno de 220ms. Comecei nele como desenvolvedor júnior em 2011 e hoje respondo pela arquitetura — o que na prática significa conviver todo dia com as consequências das minhas próprias decisões.
É sobre isso que vou escrever: o que envelhece bem, o que vira dívida, e como distinguir um do outro antes da conta chegar.
Sobre o que eu vou escrever
Laravel e PHP. Padrões que funcionam em aplicações grandes, o que costuma dar errado quando o projeto cresce, e como manter um monolito organizado em vez de fugir dele por reflexo.
Arquitetura de software. Limites de módulo, acoplamento, onde vale a pena abstrair e onde a abstração só adiciona custo. Menos diagrama, mais decisão concreta com trade-off explícito.
IA no dia a dia de código legado. Agentes de código dentro de um sistema com anos de produção: o que eles resolvem sozinhos e onde erram feio. O gargalo raramente é o modelo — é o contexto que ninguém escreveu.
E, em menor volume:
- Performance. Consultas lentas, N+1, cache com Redis e filas. Medir antes de otimizar continua sendo a parte mais ignorada do trabalho.
- Cloud e infraestrutura. Docker, Kubernetes quando faz sentido, pipelines e ambientes reprodutíveis — inclusive o ambiente de desenvolvimento.
- Bancos de dados. Migrações seguras em tabelas grandes e comportamento do MySQL sob carga.
- Liderança técnica. O que muda quando a responsabilidade deixa de ser só o seu próprio código.
Textos curtos, com código quando o código for o argumento — não quando for ilustração.
O primeiro artigo de verdade já está no ar: engenharia de contexto para agentes de IA, sobre por que um agente com acesso ao repositório inteiro ainda escreve código errado, e o que resolveu isso aqui.
Se você discordar de alguma conclusão, o contato está aberto. Discussão técnica boa vale mais que concordância silenciosa.